29
abr
2011

Android x iOS - Uma comparação imparcial

É fácil encontrar na Web alguns comparativos entre o sistema operacional aberto da Google e o software proprietário da Apple. Muitos bradam que o Android é melhor, sem citar as vantagens do iOS. E a parcialidade cega infelizmente também acontece no sentido inverso. A proposta aqui é mostrar ao usuário final as vantagens e desvantagens de ambos os sistemas, de forma a facilitar a escolha do produto.

Inicialmente, preciso deixar claro que os testes citados neste artigo foram realizados por um feliz usuário de ambos os sistemas: No caso, eu mesmo. As versões utilizadas nesta análise foram o Android 2.2 Froyo e o recém-lançado iOS 4.1 – sem jailbreak – fornecidos pelo fabricante sem alterações, para ser justo. Mas a idéia é criar um panorama geral.

Principais Vantagens do Android

• O sistema Android permite a prática do compartilhamento de internet via Wi-Fi, transformando o telefone em um modem de banda larga. Desde a versão 2.1 isso é possível, mas somente no 2.2 Froyo esse recurso se tornou nativo do sistema operacional. O iOS só faz isso via Bluetooth ou USB, quando a operadora contratada permite.

• Imagine que a conexão 3G do seu celular é tão boa que você gostaria de utilizar em seus computadores de casa ou escritório. Pois é, o Android 2.2 permite a criação de um hot spot Wi-Fi a partir do smartphone. Como dica: Apesar de gostar do atendimento e dos serviços da TIM, nos meus testes a internet da Vivo foi mais veloz para essa prática. E o gadget deve estar conectado à rede elétrica, pois o consumo de energia é grande.

• O Android roda páginas ou programas ou qualquer coisa em Flash. Com a chegada do HTML5 essa ‘vantagem’ tende a ser atenuada, mas, por enquanto, o sistema da Google consegue visualizar um conteúdo que Steve Jobs se recusa a permitir que seja visto no iOS.

• O Android é um sistema operacional baseado em Linux, que é Multi-thread desde sua origem. Ou seja, ele é capaz de executar vários aplicativos e processos ao mesmo tempo. O iOS 4.1 já permite aos desenvolvedores a utilização de algumas funções que executam processos paralelos em background, mas as APIs ainda são limitadas. Não se compara ao paralelismo disponível no Android. Nem de perto, infelizmente.

• Por manter as principais informações diretamente na tela inicial, os pontos de usabilidade ganham mais força no Android. Com poucos ou nenhum clique, é possível saber o que está acontecendo no sistema, bem como acessar os principais aplicativos. Se analisarmos o Android aplicando regras de validação de usabilidade reconhecidas e aceitas no mercado, como “Liberdade de Controle”, “Visibilidade de status do sistema”, “Flexibilidade e eficiência” ou até mesmo “Ajuda e documentação”, fica claro que o Android traz mais benefícios se comparado ao iOS.

• Para utilização do iOS 4, por exemplo, é necessário comprar algum produto da Apple. iPhone, iPod, iPad… Todos da empresa. Para usar o Android, você pode escolher o hardware que mais agradar, fabricado por pelo menos 5 grandes nomes da indústria tecnológica, incluindo Samsung, Motorola e Sony Ericsson.

Programação para todos: A SDK – kit para desenvolvedores – do Android foi feita para funcionar em Windows, Linux e até mesmo no Mac. Por se tratar de um sistema operacional livre, de código aberto, a comunidade de desenvolvimento é amigável e receptiva, a documentação é ampla e a plataforma é democrática justamente por abranger usuários de diversos sistemas operacionais. A SDK do iPhone infelizmente só está disponível para usuários Mac e para publicar os softwares na loja de aplicativos da Apple e receber os seeds do sistema é preciso pagar US$ 99.

• Como o código do sistema é aberto, é relativamente simples criar acessórios eletrônicos programados para o Android, em casa. Novas interfaces, teclados customizáveis, motocicletas controladas pelo smartphone, controles de videogames, vários são os exemplos onde a criatividade foi aplicada em função do sistema operacional.

Liberdade de escolha: No Android é possível escolher livremente qual aplicativo o usuário quer instalar. Os programas podem ser baixados do Android Market ou diretamente da Internet, sem qualquer validação. Isso traz uma desvantagem, pela falta de segurança que isso pode trazer, mas no iPhone você não pode utilizar um aplicativo que a Apple julgar como improcedente. No Android você usa o que você quiser e assume os riscos por isso.

• Por se tratar de um sistema operacional da Google, existe integração total com serviços, advinhe, da Google. Ferramentas como Gmail, Youtube, Gtalk, Google Docs, Pesquisa Google, Google Translate, Google Maps e vários outros que são amplamente utilizados na internet estão disponíveis em suas versões mobile, no Android.

Dispositivos com Android custam menos: No Brasil é possível comprar – dentro da legalidade, pagando todos os impostos – um smartphone com Android por R$ 700. Os melhores aparelhos custam cerca de R$ 1.300,00. Um iPhone, no entanto, tem preço médio de R$ 1.800,00. Alguns modelos podem passar dos R$ 2.000,00.

Principais Vantagens do iOS

• Não é lá uma vantagem do sistema operacional, mas é uma qualidade que merece ser citada: é inegável que o iPhone, iPad ou iPod touch são bonitos. Se comparados aos aparelhos que vem com o Android instalado, como o Motorola Milestone, principal expoente do sistema Google, a diferença de design é gritante.

• O sistema de notificações Push é algo que falta ao Android. No iOS ele funciona como um serviço (um dos que atuam em multithread) que fica ativo o tempo inteiro avisando sobre novas mensagens no Twitter, ou uma chamada VoIP via Skype ou Vonage, ou várias outras aplicações, mesmo que os softwares não estejam em execução. Para ilustrar: No Android, para receber uma chamada no Vonage, é necessário que o programa esteja ativo, esperando a ligação. No iOS, a ligação é recebida mesmo que o Vonage esteja fechado. Quem faz essa mágica é o Push e sem gastar bateria adicional para isso.

• Por causa da padronização de bibliotecas e estrutura de programação, o kit de desenvolvimento para iOS permite que os aplicativos criados sejam portados entre os aparelhos da Apple. Um software criado para iPhone pode facilmente migrar para iPad de forma quase transparente. No Android essa adaptação não é tão natural e requer um pouco mais de esforço.

• A Apple só deixa entrar em seu mercado de aplicativos os programas homologados por ela. Apesar de tornar o processo fechado e autoritário, isso garante a segurança de seus usuários. Um programa que redireciona mensagens ou rouba informações jamais passaria no rígido processo de aprovação dos aplicativos. No Android essa seleção só é feita depois que a falha foi descoberta e muitos usuários já instalaram a ferramenta e a classificaram como nociva.

• Todos os usuários do iOS recebem as atualizações de forma coerente e amplamente divulgada. No Brasil, para se ter uma ideia, os proprietários do Motorola Droid ainda não receberam a atualização para o Android 2.2 Froyo, que já está disponível para o mesmo aparelho aos clientes dos EUA e Europa. Isso por que cada fabricante e suas regionais decidem, conforme seus interesses, quando e como disponibilizar os updates.

• A função de captura de tela é super simples no iOS. Pode parecer absurdo, mas a reprodução da tela (conhecida como print screen ou screen shot) no Android é um processo complicado e sem sentido que envolve a SDK e o cabo de dados. Existem alguns aplicativos que prometem facilitar a tarefa, mas, convenhamos, uma função simples como essa deveria ser nativa do sistema operacional, como é no iOS.

• O Music Player do iOS é impecável. O iPod touch foi usado como padrão. Ele possui características bem interessantes, como o recurso Genius, que identifica faixas semelhantes e cria listas de execução com essas informações. A navegação entre os discos é simples e funcional. No Android, é necessário instalar uma ferramenta para isso.

PS: Não vou comentar a respeito do antennagate do iPhone 4. Apesar de ser um problema que afetou muitos dos clientes, não é um padrão do sistema operacional e sim um defeito de hardware exclusivo do smartphone em questão.

Conclusão

Ambos os sistemas possuem vantagens e desvantagens. O Android tende a atender aos interesse de consumidores mais exigentes quanto a tecnologia, como nerds e geeks. O iPhone e iPad podem ser mais indicados para pessoas normais, sem ofensas, ou que buscam recursos avançados de entretenimento. Cabe a cada cliente decidir quais benefícios são necessários para si e quais defeitos são mais suportáveis.

Definir em qual classificação o usuário mais se sente à vontade: Nem todo mundo desenvolve programas para os aparelhos e nem todo mundo ouve música no celular.

E, claro: essa competição entre os fabricantes só beneficia o consumidor final.

Que a batalha continue.

Texto retirado na integra do site da Geek (Por Matheus Gonçalves).

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